Não é a primeira vez que tenho um blog. A primeira delas, já há bastante tempo, acredito que se iniciou em 2002, quando ainda estava no terceiro ano no colegial (sim e eu falo colegial). Ali tratava-se de um blog estritamente pessoal, com minhas angústias e muitas bobagens de internet numa fase ainda mais infantil e menos questionadora da ordem do mundo.
Em 2008 criei outro blog, no auge da minha radicalidade política, ainda que fosse pautada num entendimento precário não só de bases teóricas mas da própria vida. A subjetividade era minguada, como o mundo força-nos que seja. Indivíduos estereotipados que pensam estar fora da massa, mas em realidade meramente estão dominados de outra forma, espetacularizando-se em suas relações sociais.
Ainda não sei exatamente qual será o formato desse blog. Pretendo postar aqui muito dos meus pensamentos e devaneios, insights e idéias que surgem nos mais diversos momentos.
Mas não pretendo transformar esse blog apenas numa página autoral, mas sim também postar textos e artigos de pensadores já na história e de nossos tempos para quando possível, fazermos juntos uma reflexão a partir deles.
Delírios, sentimentos, cinema, política, sociedade, história, filosofia e psicanálise serão recorrentes aqui.
Tentarei me censurar o menos possível, inclusive na minha vida pessoal, pois concordo com o que diz Sartre:
"Para mim, o que vicia as relações entre as pessoas é que cada um conserva, na relação com o outro, alguma coisa de oculto, de secreto. Penso que a transparência deve sempre substituir o segredo. E penso muito no dia em que duas pessoas não terão mais segredos entre si porque não mais os terão para ninguém, porque a vida subjetiva, assim como a objetiva, estará totalmente aberta." – Jean-Paul Sartre
Sou um crítico implacável e quase nunca deixo de analisar o comportamento, pensamento e as nuances por trás do que as pessoas fazem e dizem. Gosto de entender as pessoas.
Minha crítica não deve ser confundida com ódio, pois não considero que a vida em sociedade se trata da sobrevivência do mais forte, do caos, ou de qualquer teoria pautada na incapacidade do ser humano de se relacionar consigo mesmo e com o outro.
Uma coisa que não faltará aqui será a relação da minha vida pessoal e do espírito do mundo com a História. Sem ela, tudo se perde.
Despeço-me aqui neste primeiro post com uma situação de Spinoza que me tem sido recorrente nos últimos dias:
"Tenho me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las." - Baruch Spinoza
E que venham muitos posts nessa nova fase!
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